Era uma vez um arquiteto*. Ele sabia, desde pequeno, o que queria: projetar.

Sabia que tudo o que você faz para a sua marca se tornar mais conhecida, mais desejada, mais positiva na mente e no coração dos seus consumidores é Branding. E que se o seu trabalho é feito com com excelência, ele um dia vai ser reconhecido.

E se ele ainda não é?

Você pode pensar que ainda não chegou no nível que qualidade que precisa. Este é um pensamento justo.

Mas e se o problema for outro? E se a percepção acerca do seu trabalho é que está atrapalhando?

Vou lhe fazer uma pergunta:

Já pesquisou sobre como anda o brand awareness do seu escritório?

Mas qual a relação disso com marketing pessoal? – você me pergunta.

Vamos chegar lá, meus caros colegas, mas antes, precisamos conversar um pouco sobre estratégia.

São elas que vão lhe ajudar a trabalhar a sua imagem no mercado. Elas podem torná-lo uma referência, um profissional de qualidade reconhecida no seu ramo.

E isso não é tão difícil quanto parece!

Cristiano, aquele nosso amigo*, costuma dizer:

Tudo o que você planeja, faz, cria em torno da marca que criou, desde a menor das ações, até o marketing da empresa, está dentro da Gestão da Marca.

Ele sabe muito bem que:

Investir em Marketing também é investir em você!

Um grande erro dos profissionais, nas mais diversas áreas, está em acreditar que o marketing é feito apenas por grandes empresas para vender seus produtos.

Um erro extremamente comum e que traz grande danos à sua carreira.

Mas como faço Marketing Pessoal na Arquitetura?

A primeira coisa é atentar para o fato que ele não é feito somente através de campanhas publicitárias. É trabalhado em cima das suas qualidades e precisa ser aplicado em todo o seu cotidiano.

Ele é um conjunto de estratégias que visam atribuir valor a sua imagem.

Que for impacto por ele deve lhe ver de uma maneira sempre positiva.

Marketing de Fingimento?

Talvez você, neste exato momento, deve estar se perguntando:

Devo fingir ser quem eu não sou?

Não, muito pelo contrário!

O que estamos falando aqui serve para ressaltar suas habilidades, técnicas e qualidades.

E sua aplicação é útil tanto em qualquer nível ou área profissional.

Naturalidade

Ninguém gosta de conviver com falsidade. Isso é um fato.

Ser educado e cordial é completamente diferente de fingir algo que você não é.

Se você fingir que gosta de trabalhar com projetos que não são do seu agrado e for contratado para esse trabalho, como vai se sentir?

Talvez faça mais sentido ser o que você é (ou pelo menos a melhor versão de você) do que vender uma imagem irreal e ter que sustentá-la pelo resto da sua carreira.

Seja pontual

Vamos ser sinceros: nós brasileiros adoramos nos atrasar. Isso é cultural?

Talvez, mas causa transtornos a todos. Quando falamos de construção de marca pessoal, poucas coisas ferem mais a sua imagem do que um atraso.

Muitos especialistas afirmam que “estar no horário é chegar 5 minutos adiantado.” Isso pode até ser um exagero, mas uma coisa é certa: se você fizer seu cliente perder o tempo dele te esperando, sua imagem já está arranhada.

Adapte a vestimenta

Todos sabem que arquitetos (ok, nem todos) são conhecidos por serem mais descontraídos.

Ser avesso a convenções é talvez até uma das características fundamentais da profissão. Mas existem ocasiões que pedem uma adaptação da sua roupa.

Uma reunião com um grande cliente merece um tratamento diferenciado, concorda? O ponto correto é adequação com estilo.

Tenha iniciativa

Quem contrata um profissional e ganha um parceiro de negócios nunca mais o esquece.

Tente aprender o máximo que possa sobre o seu mercado e tenha iniciativa. Não espere alguém pedir, vá e deixe a timidez de lado. Isso funciona se você tem o seu próprio escritório ou é contratado de um: um arquiteto de iniciativa é uma marca em perfeita construção.

Conhece-te a Ti mesmo

Quem você é? O que sabe, o que gosta, quais suas deficiências?

Já ouviu essas perguntas numa entrevista?

E como respondeu? Você sabe quem é? Se conhece?

Só quem conhece a si mesmo é que consegue construir sua marca pessoal baseada na realidade do seu ser.

Saiba ouvir

A relação profissional fica mais tranquila e harmoniosa quando aprendemos uns com os outros.

E saber ouvir faz parte deste processo. A grande maioria das pessoas dá muita importância a pessoas que são boas ouvintes.

Na hora de estabelecer uma relação de confiança com alguém, conhecê-la muito bem é o primeiro e grande passo.

E você só consegue isso se souber ouvir o que ela tem para lhe dizer.

Atualize seus conhecimentos

A sua marca pessoal pode ter todos os elementos acima, mas ela se completa quando você tiver o que dizer.

Os seus conhecimentos são o seu mais importante ativo. São eles que vão ter impacto real na sua profissão e podem resultar em mudanças nas vidas de seus clientes.

Nunca pare de aprender e implementar o que sabe no sua profissão. Se poder: compartilhe isso com seus colegas de profissão e clientes.

Marketing pessoal com conteúdo

Apesar do corpo sempre estar em evidência, é a alma que eleva o ser humano ao sucesso.

Portanto, marketing pessoal não é apenas aparência (roupas, acessórios, postura, etc.), mas principalmente o conteúdo.

É como uma fruta: ela deve ser bonita e fresca por fora, mas também precisa ser saborosa e saudável por dentro.

Seja otimista, entusiasme as pessoas com seus pensamentos positivos e motivadores.

Ilumine o ambiente, seja humilde, generoso e tenha carisma. Saiba usar sua comunicação, seja um ávido amante do aprendizado, valorize seu networking, esteja presente nas redes sociais, cuide o que você publica e, principalmente, seja você mesmo!

Todas estas práticas trarão resultados à longo prazo mas existe outra forma de aumentar sua visibilidade:

Criando consciência de marca

Consciência de Marca, ou no inglês “brand awareness”, é uma métrica que mede o quanto e como uma marca é reconhecida pelos consumidores.

Este indicador serve para analisar como as empresas são associadas aos produtos/serviços que comercializam.

Ganhar notoriedade e ser bem lembrado pelo seu público-alvo o tornará diferenciado no mercado. Quanto maior e melhor for a consciência de uma marca, mais valor ela terá no mercado e menos dependerá de outros fatores — como preço, conveniência e características técnicas — para convencer os consumidores a comprarem seus produtos.

Para você entender melhor, trouxe alguns exemplos de marcas que obtiveram sucesso com sua notoriedade, sendo elas, referência aos seus produtos.

São elas:

  • Nescau (quase um sinônimo para achocolatado em pó);
  • Bombril (como chamamos “esponjas de aço”);
  • Cotonetes (ou “hastes flexíveis com ponta de algodão”);
  • Band-Aid (outro nome para “curativos adesivos”);
  • Gilette (somente uma marca de “lâmina de barbear”);
  • Leite Moça (referência para leite condensado).

Entre tantas outras que fazem parte do nosso dia-a-dia.

A consciência de marca aplica-se tanto para produtos quanto para serviços e é importante por que aumenta sua notoriedade fazendo com que o cliente lembre-se de você ao necessitar de seus serviços.

Para o arquiteto que tem sua marca entre as mais lembradas pelo público, seus resultados de vendas costumam ser melhores do que as outras que são pouco recordadas. Ser uma referência inicial faz as pessoas terem mais confiança na qualidade do seu serviço e eleva o alcance de sua marca.

Qual sua relação com o Marketing Pessoal?

E como eu crio Consciência de Marca?

Ambas são estratégias que trabalham, nada mais nada menos que, a sua imagem.

Primeiramente, tenha uma marca profissional e uma identidade visual diferenciada.

Faça com que seus clientes vejam seu logotipo! Coloque-o na porta, no balcão, na televisão, na capinha do celular. Distribua canetas, panfletos, cartões de visitas e eles não esquecerão de você!

Crie uma imagem visual na mente dos seus clientes e faça com que eles interajam com ela.

Crie programas de indicação para conseguir novos clientes. E com um bom marketing pessoal, imprima uma personalidade única para a sua marca, diferenciando-se dos concorrentes.

Qual sua característica que o difere de outros profissionais?

Use-a como seu guia. Esteja presente nas redes sociais, promova conteúdo. Conteúdo até mesmo sobre você!

—————————————————————————————————————————————————-

*Este arquiteto é o Cris, nosso personagem aqui do Blog da Arquitetura. Você pode conhecer ele lendo o post: Gestão de Marca – a história de Cris, o Arquiteto